O ensino que vira emprego
José Serra garantiu cada vez maior qualificação profissional para a juventude do Brasil e, ao mesmo tempo, atendeu a demanda dos empreendedores e do mercado de trabalho, investindo no desenvolvimento regional e do país. Prioridade de sua gestão no Governo de São Paulo, o Plano de Expansão do Ensino Profissional quase duplicou o número de vagas nas Escolas Técnicas. Em menos de quatro anos, o número de alunos do ensino técnico passou de 72.831 para 138.104.
São 186 Etecs no Estado para mais de 187.753 alunos matriculados (incluindo estudantes do Ensino Médio, também atendidos pelas Escolas Técnicas). Tudo de graça.
A cada cinco alunos formandos das Etecs, quatro já estão trabalhando desde o primeiro ano do curso, o que comprova a qualidade do profissional que estuda na rede do Estado e adequação ao mercado. Voltado para a vocação regional, o Centro Paula Souza, que administra a rede de ensino técnico, define a oferta dos cursos e a criação de novas unidades com foco nas demandas locais.
A mesma preocupação de oferecer qualificação profissional e atender às demandas locais de empregos orienta as Faculdades de Tecnologia. Hoje, já são 51 cursos em 46 municípios. Em São José dos Campos, município voltado para a indústria aeronáutica, a Fatec tem cursos de Sistemas Aeronáuticos/Manufatura Aeronáutica e Sistemas Aeronáuticos/Mecânica e Manutenção.
Serra defende tratamento de dependentes químicos pelo SUS
José Serra defendeu clínicas especializadas do SUS para o tratamento de dependentes químicos, durante encontro com especialistas em tratamento de viciados no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Eles reclamaram que o programa de saúde pública não prevê clínicas especializadas no atendimento aos casos agudos de dependentes químicos.
Serra recebeu dos professores Ronaldo Laranjeira e Valentim Gentil um documento com propostas de políticas para dependentes químicos, principalmente de crack.
Os especialistas entregaram o documento a Serra ao lado de familiares de dependentes que participaram da reunião. Entre as propostas, os professores pediram um pouco mais de atenção primária e secundária e a melhoria no atendimento ambulatorial. Segundo Valentin, é preciso dar mais esclarecimento sobre a prevenção.
Os professores também criticaram a falta de suporte oferecido pelo SUS e Serra defendeu o financiamento para a internação em clínicas terapêuticas especializadas.
Ele disse que “há uma resistência a isso, por que há resistência a clínicas especializadas para dependentes químicos. Isso é considerado equivalente a doenças mentais e não se poderia segregar pessoas com problemas de saúde mental”.
Citou o exemplo de um hospital de São Bernardo do Campo que, caso seja eleito, pretende disseminar seu modelo pelo País. “Tem gente que é contra, e a proposta do governo federal espelha isso, contra clínicas especializadas e de internação. Ou seja são contra ao que fizemos em, São Bernardo”, afirmou.
Na oportunidade, Serra defendeu a cooperação entre Estado e organização social. E criticou a atual relação entre a Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e o Ministério da Saúde, que, segundo ele, “não funciona adequadamente para enfrentar a questão das drogas”.